A Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 426/2014, que aumenta em 1% os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A votação em plenário ocorreu na noite desta terça-feira, 4 de novembro. Agora, falta apenas a aprovação em segundo turno para que a luta, encabeçada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), possa resultar em mais recursos para as prefeituras brasileiras.
Todos os deputados presentes em plenário, um total de 367, votaram favorável à matéria. Para a votação em segundo turno é necessário o tempo de cinco sessões do plenário, chamado de intercício. Mas, há um caminho mais curto: é possível apresentar um requerimento, a ser votado pelo pleno, no sentido de dispensar esse espaço regimental entre uma votação e outra. No Senado Federal, quando a PEC 426 foi votada, esse subterfugio foi usado e os senadores aprovaram a proposta em dois turnos em um só dia.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski destacou que esta votação é, sem dúvidas, resultado das Mobilizações Permanentes e da XVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. No entanto, para garantir a aprovação que ainda falta, o presidente recomenda que todos os gestores municipais entrem em contato com os líderes partidários da Câmara, mesmo que por meio de outros deputados, para reforçar o pedido de um requerimento de quebra do intercício.
Ajuda em tempos de crise
O aumento no FPM não é um auxílio temporário. Ele será uma conquista constitucional. O Fundo passará de 23,5% para 24,5% da soma do Imposto de Renda (IR) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Este adicional será repassado todos os anos sempre no mês de julho. Segundo Ziulkoski, este mês é historicamente de baixos repasses e a elevação virá a calhar.
A PEC 426/2014 foi elaborada pela CNM e, a pedido da entidade, subscrita e apresentada no Senado, pela senadora Ana Amélia (PP-RS), e na Câmara, pelo deputado Renato Molling (PP-RS). Com esta proposta, a Confederação busca uma ajuda aos Municípios em um momento crítico, pois a economia tem crescido muito pouco nos últimos anos, além de as transferências terem sido afetadas por causa das desonerações concedidas pelo governo federal.
Se aprovada também no segundo turno, a PEC será promulgada pelo Congresso Nacional, não precisa passar pela sanção presidencial. Logo em 2015 todos os Municípios brasileiros receberão 0,5% em julho e mais 0,5% em 2016. Essa divisão faz parte das negociações feitas com o Palácio do Planalto para que a tramitação no Parlamento fosse possível.
Ação dos municipalistas
Em discurso antes da votação, os deputados destacaram a importância desta matéria e defenderam que os Municípios precisam de mais recursos além do FPM para enfrentar a atual situação econômica.
Durante as Mobilizações, os gestores lutaram, por exemplo, pela prorrogação para o cumprimento da Lei dos Resíduos Sólidos – 12.305/2010. O Congresso Nacional aprovou emenda, também elaborada pela CNM, para que o tempo fosse estendido para 2018. O prazo terminou em agosto deste ano. Apesar da aprovação, a presidente da República, Dilma Rousseff, deve vetar o artigo que prevê essa prorrogação.
Sobre isso, Ziulkoski faz outra recomendação: que os gestores manifestem ao Palácio do Planalto a preocupação deles com esta legislação e peçam que a presidente não vete o artigo conquistado pelo movimento municipalista.
O vereador Pedro Lucas Fernandes (PTB) pediu ao coordenador da Bancada Federal do Maranhão, Sarney Filho (PV), que seja viabilizada, por meio de emendas parlamentares de bancada, a reforma e higienização do Mercado da Cidade Operária. O pedido se deu via ofício, mediante Indicação apresentada na Câmara Municipal.
“O Mercado da Cidade Operária necessita, em caráter de urgência, de reparos em sua estrutura predial, adequação de suas instalações às normas de vigilância sanitária, além de reformas e expansão dos boxes utilizados comerciantes, cujos benefícios trazidos alcançarão milhares”, justificou o parlamentar.
Pedro Lucas ressaltou que o mercado foi construído em área pertencente até hoje pertencente à EMARHP (Empresa Maranhense de Recursos Humanos e Negócios Públicos), entidade integrante da Administração Indireta do Estado, de forma que, apesar das competências municipais sobre o assunto, caberá a Administração Estadual a realização das obras pretendidas.

“Desta forma, entendendo que os 18 deputados e três senadores tem recebido o irrestrito apoio e confiança dos eleitores de nossa cidade, solicitei a intervenção de toda a bancada, junto ao Governo Federal, para a viabilização desta antiga reivindicação do moradores da Cidade Operária”, declarou o vereador.
O mercado da Cidade Operária é gerenciado por uma cooperativa de feirantes, que tem a responsabilidade de manutenção das instalações, limpeza e funcionamento. Atualmente conta com mais de 500 box.
As informações são da Assessoria