A política, quando feita de perto, começa pela escuta. É a partir dela que o deputado estadual Davi Brandão (MDB) tem construído sua trajetória no Maranhão: ouvindo as pessoas, conhecendo de perto suas necessidades e transformando essas demandas em projetos, leis, ações e investimentos que chegam a diferentes regiões do estado.
Ao longo do mandato, essa proximidade se tornou uma das marcas de sua atuação. Seja nas comunidades, nos municípios ou na Assembleia Legislativa do Maranhão, Davi Brandão mantém o diálogo como ponto de partida para buscar soluções e construir iniciativas que tenham impacto direto na vida da população.
Essa atuação se traduz em diferentes frentes. Na educação, iniciativas como o Qualifica e o Preparadão ENEM ampliam oportunidades para jovens e adultos. No esporte, projetos como a Copa Davi Brandão, a Corrida do DB e a Gincana do DB promovem integração, incentivo à prática esportiva e protagonismo da juventude.
Já ações como o Acolher com Amor, Por Amor aos Animais e o Dia das Crianças com o Tio Davi levam solidariedade, cuidado e momentos de convivência para as comunidades.
No Legislativo, o trabalho também se transforma em leis voltadas a demandas da sociedade. Entre elas estão iniciativas relacionadas à organização estudantil, à proteção dos animais, à defesa das mulheres e à valorização do esporte. A atuação parlamentar também inclui a destinação de emendas para áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura, levando recursos para municípios maranhenses.
Além de números e projetos, o resultado desse trabalho aparece na relação construída com a população. O contato direto com as pessoas permite que o mandato acompanhe de perto as necessidades dos municípios e mantenha uma atuação conectada à realidade de quem vive no Maranhão.
Essa proximidade também tem refletido na construção de parcerias políticas e institucionais. Ao lado de lideranças estaduais e municipais, Davi Brandão tem ampliado sua presença em diferentes regiões, fortalecendo uma rede de diálogo que ultrapassa sua base tradicional.
O reconhecimento desse trabalho vem acompanhado de novos apoios e da ampliação de sua atuação política pelo estado. Para Davi Brandão, esse movimento representa justamente o resultado de uma caminhada construída com presença, escuta e compromisso.
Da escuta à transformação, a trajetória do deputado tem sido marcada pela busca de transformar confiança em trabalho e trabalho em resultados para os maranhenses.
O prefeito de Santa Luzia, Juscelino Marreca, inaugurou mais uma Arena Brasil, em parceria com o governo federal. A obra é fruto de emenda destinada pelo ex-ministro do esporte, André Fufuca.
Trata-se de um novo espaço que chega para fortalecer a prática esportiva, o lazer e a convivência da população luziense.
“A Arena Brasil representa mais um investimento que amplia oportunidades e contribui para a qualidade de vida no município. Estamos muito felizes em poder entregar mais esse benefício para nosso povo,” disse Juscelino Marreca.


Um ambiente de oportunidades, networking e aprendizado prático toma conta de São Luís a partir desta sexta-feira (14). Até domingo (16), o Multicenter Negócios e Eventos sedia a 12ª Feira do Empreendedor, reunindo de forma totalmente gratuita empresários de pequenos negócios, produtores rurais, estudantes e pessoas que planejam abrir ou expandir o próprio projeto. Organizado pelo Sebrae, o encontro reúne vitrines de mercado, experiências imersivas e mais de 100 ações de capacitação focadas em transformação econômica.
Para orientar a jornada do visitante, a maratona de conhecimento foi dividida em três trilhas estratégicas: Comece (voltada a quem quer tirar uma ideia do papel), Gerencie (focada em aprimorar a gestão corporativa) e Expanda(desenhada para empresas em busca de escala). Toda essa estrutura se desdobra em 11 arenas temáticas — incluindo a Arena ESG, Turismo e Economia Criativa, o Sebraelab, a Cozinha Show, a Vila Agro e a Arena Plural Delas —, além de ambientes dedicados à acessibilidade, como o Espaço Multissensorial e a Sala Kids.
Palestras e cerimônia de abertura
Um dos pontos altos do evento fica por conta das palestras masterclasses, promovidas no Auditório Darcy Ribeiro. No sábado (15), às 17h45, Breno de Oliveira apresenta o painel “Empreender com Identidade: Protagonismo Surdo e Inclusão que geram resultados”. Em seguida, às 19h15, o especialista Tony Ventura conduz a palestra “Futuro e Novas Tecnologias”, com demonstrações práticas de inteligência artificial.
Encerrando o ciclo no domingo (16), às 19h, a cantora e empresária Roberta Miranda sobe ao palco com o tema “Um Lugar Todinho Meu: O protagonismo que transforma carreiras e negócios”, logo após a entrega do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2026.
A cerimônia oficial de abertura ocorre nesta sexta-feira, às 19h, também no Auditório Darcy Ribeiro, com a presença da diretoria do Sebrae e de autoridades. O momento celebra a riqueza cultural maranhense com apresentações da banda infantil do professor Antonyel Pacheco e do reconhecido grupo teatral Pão com Ovo. Durante o final de semana, o público da capital e mais de 900 empreendedores vindos do interior do estado em caravanas regionais terão acesso a feiras e rodadas comerciais.
Entre as atrações de mercado, destacam-se a Expo MEI e o Armazém do Empreendedor — projeto desenvolvido em parceria com o Governo do Estado —, além da loja colaborativa Brasil BioMarket na Arena Varejo Inteligente, que reúne cerca de 40 pequenos negócios de bioeconomia do Norte e Nordeste com produtos de beleza, moda e gastronomia.
Para os produtores do campo, a Vila Agro, realizada em cooperação com o Sistema Faema/Senar, oferece consultorias e demonstrações com realidade virtual. Já a Cozinha Show e a Vila Food completam a experiência unindo gastronomia e apresentações artísticas.
Horários de funcionamento
O funcionamento do evento ocorre na sexta (14) e no sábado (15) das 10h às 22h no Centro de Convenções, e das 16h às 22h no Pavilhão de Exposições do Multicenter. No domingo (16), a programação ocorre dass 10h às 21h. Para otimizar a visita e montar uma agenda personalizada, a recomendação é realizar a inscrição prévia pelo site oficial (feiradoempreendedor.sebraema.com) ou acessar o aplicativo oficial do evento, disponível para sistemas Android e iOS.
O evento conta com correalização do Governo do Estado e do Sistema Fiema (SESI, SENAI e IEL), patrocínio da Prefeitura de São Luís e Ceape, além da parceria da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Maranhão (Fecomércio-MA), Sistema FAEMA/SENAR, E-commerce Brasil, Safemed, Vitalmed, Lokcenter, Renovar-se, Work Resíduos, Miniverso, Savage 98 e Aromatiz Marketing Olfativo.

O prefeito Roberto Costa acompanhou de perto os serviços de pavimentação asfáltica e implantação de estruturas de drenagem na Rua Teixeira de Freitas, uma das principais vias de circulação de Bacabal. A intervenção faz parte do conjunto de ações de infraestrutura e mobilidade urbana executadas pelo município para melhorar as condições de tráfego e oferecer mais segurança e qualidade de vida à população.
Durante a vistoria, o prefeito verificou o andamento dos serviços e acompanhou as etapas de preparação da via, aplicação do pavimento e execução das estruturas destinadas ao escoamento adequado das águas pluviais. As intervenções também buscam corrigir problemas que historicamente afetavam a circulação de veículos e pedestres na região.
Com localização estratégica, a Rua Teixeira de Freitas estabelece uma importante conexão com outros corredores viários de Bacabal, entre eles as avenidas João Alberto e Mearim. Ao longo de sua extensão, a via atravessa diferentes regiões da cidade, passando inclusive pela área central, tornando-se um importante eixo de mobilidade urbana do município.
Morador da Teixeira de Freitas desde a década de 1960, Raimundo Barbosa acompanhou a movimentação das máquinas em frente à sua residência e destacou a importância da intervenção para a região.
“Moro aqui desde 1962 e vi essa rua nascer. É um trânsito muito grande de veículos e carretas que passa por aqui diariamente. Já conheci muitos prefeitos em Bacabal, mas esse trabalho do Roberto Costa superou as expectativas”, revelou o aposentado.
Segundo Roberto Costa, a intervenção está integrada a um planejamento mais amplo para modernizar a mobilidade urbana da cidade.
“Estamos trabalhando para entregar uma avenida com uma estrutura completa. Não é apenas colocar asfalto. É cuidar da drenagem, da iluminação, da sinalização e organizar o trânsito para que a população tenha uma via mais segura e com melhores condições de circulação”, destacou o prefeito.
Além de acompanhar os serviços, Roberto Costa conversou com moradores da região e ouviu demandas relacionadas à infraestrutura e à mobilidade. A obra atende a reivindicações antigas da comunidade e representa uma melhoria importante para quem utiliza diariamente a avenida.
A intervenção na Teixeira de Freitas integra o conjunto de obras de infraestrutura em execução pelo município. A programação também contempla outras vias estratégicas, como a Estrada da Bela Vista e a avenida principal do Residencial José Lisboa, que dá acesso à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), além do projeto de expansão das ações de pavimentação para outros bairros da cidade, que também serão contemplados.

O candidato Orleans Brandão (MDB) é o primeiro colocado na disputa para o governo do Estado, com 47,5% das intenções de voto, aponta Pesquisa do Instituto Veritás, em cenário estimulado. O segundo colocado, Eduardo Braide (PSD) aparece com 39,1%, o que representa diferença de 8,4 pontos percentuais entre os dois.
Logo após, aparecem Felipe Camarão, com 4,3%; Roberto Rocha, com 3,3%; André Luís, com 1,6%; Reginaldo Lima, com 0,4%; e Saulo Arcangeli, com 0,1%. Ainda segundo a pesquisa, 2,6% não sabem em quem votar; 0,9% afirmaram que vão votar nulo ou branco; e 0,3% não opinaram.
Os dados do Instituto Veritás mostram a polarização da disputa no Maranhão, com contração de intenções de voto nos dois primeiros candidatos. Orleans Brandão e Eduardo Braide contabilizam 86,6% contra apenas 9,7% dos demais candidatos. No cenário espontâneo, Eduardo Braide aparece com 20,8% e Orleans Brandão, com 17,1%. Também foram citados Carlos Brandão, que não está na disputa, com 5,5%. Só depois, estão Felipe Camarão (0,9%) e Lahesio Bonfim (0,1%).
Os demais candidatos contabilizam 0,6% das intenções. A pesquisa Veritás foi realizada entre os dias 8 e 11 de agosto de 2026, ouvindo 1.000 eleitores em todo o Maranhão. A margem de erro é de 2,09 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) sob o número MA-01632/2026.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, rejeitou um pedido de Raimundo Cutrim, ex-deputado e ex-secretário estadual do Maranhão, para que a prisão domiciliar dele fosse revogada. A prisão foi ordenada pelo ministro Flávio Dino em julho.
Em sua decisão, Moraes não chegou a analisar o mérito do pedido, que tramita em segredo de Justiça no STF. O ministro considerou que não é possível apresentar habeas corpus contra decisões de ministros de tribunais superiores, o STF e o STJ, e negou seguimento à ação.
Em 20 de julho, Dino havia afastado Raimundo Cutrim da Secretaria de Assuntos Legislativos do governo do Maranhão e determinado a prisão domiciliar dele em uma investigação por coação e obstrução de Justiça.
Na terça, Alexandre de Moraes determinou buscas sobre Cutrim após investigações apontarem que ele foi a fonte do jornalista Luís Pablo, do Blog do Luís Pablo, em reportagens sobre suposto uso irregular de carros oficiais por familiares de Flávio Dino no Maranhão.
A Polícia Federal chegou a Cutrim a partir do acesso a dados de um notebook do jornalista, apreendido no mês de Março.
Moraes também já havia rejeitado um pedido de Raimundo Cutrim para que Flávio Dino fosse declarado suspeito em relação a ele. O processo segue em segredo de Justiça.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13/8), a Operação Monte Sinai, que apura a atuação de organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e crimes contra a ordem tributária no Maranhão. A investigação, iniciada pela PF, contou com o apoio da Receita Federal do Brasil e da Controladoria-Geral da União, por meio de análises realizadas pelas instituições.
Ação cumpre nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, sendo três em São Luís e seis em municípios do interior do estado. Também foram autorizados o bloqueio e o sequestro de bens e valores, além da proibição de que empresas investigadas participem de licitações ou mantenham contratos com órgãos públicos.
Os elementos reunidos apontam para possíveis irregularidades na aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares federais, repassados por meio de convênios destinados à execução de obras de infraestrutura em municípios maranhenses.
Também são apurados indícios de utilização irregular de recursos provenientes de precatórios do Fundef/Fundeb em contratos de pavimentação e de infraestrutura, em possível desacordo com a destinação legal dessas verbas, vinculadas ao financiamento e ao desenvolvimento da educação pública.

Ricardo Duailibe, presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão
Logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a suspensão de pagamentos de verbas indenizatórias considerados incompatíveis com os limites estabelecidos pela Corte e apontou, entre os exemplos analisados, um pagamento de R$ 3.265.669,19 autorizado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) a um desembargador aposentado, o presidente da corte emitiu uma nota pública.
De acordo com a nota, não houve, no mês de abril, pagamento de R$ 3.265.669,19 a qualquer magistrado, ativo ou aposentado, da Corte, conforme amplamente noticiado.
O valor mencionado na reportagem corresponde, na realidade, ao montante total de verbas rescisórias devidas a um magistrado em razão de sua aposentadoria. O pagamento está sendo realizado de forma parcelada e ainda não foi integralmente quitado pelo Tribunal.
O TJMA esclarece ainda que, desde o início da atual gestão, os pagamentos de verbas rescisórias a magistrados passaram a observar estritamente o teto constitucional, em cumprimento às decisões do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria.
O Tribunal também informa que vem adotando as medidas necessárias para identificar e, quando for o caso, providenciar a restituição de eventuais valores pagos em desacordo com as regras remuneratórias vigentes.
O TJMA reafirma seu compromisso com o cumprimento das decisões do Supremo Tribunal Federal e com a transparência na divulgação das informações relativas à remuneração da magistratura.
São Luís, 13 de agosto de 2026
Tribunal de Justiça do Maranhão
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão de pagamentos de verbas indenizatórias considerados incompatíveis com os limites estabelecidos pela Corte e apontou, entre os exemplos analisados, um pagamento de R$ 3.265.669,19 autorizado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) a um desembargador aposentado.
A determinação consta de decisão publicada nesta quarta-feira (12), assinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O caso maranhense foi incluído entre os pagamentos classificados pelo Supremo como “exorbitantes” e não autorizados pelas regras atualmente vigentes.
Segundo os dados apresentados ao STF, o pagamento de R$ 3,2 milhões foi autorizado pelo TJMA em 14 de abril de 2026 e seria realizado em 12 parcelas mensais e sucessivas, de acordo com a disponibilidade financeira e orçamentária do tribunal.
Além desse caso, o Supremo registrou que 300 magistrados do Maranhão receberam valores superiores a R$ 100 mil na folha de pagamento de abril.
Pagamento milionário chamou atenção do Supremo
O pagamento autorizado pelo TJMA a um desembargador aposentado aparece entre os exemplos analisados por Alexandre de Moraes após o Supremo solicitar informações detalhadas aos tribunais sobre as remunerações e verbas indenizatórias pagas a magistrados.
Em julho, o ministro havia determinado que os Tribunais de Justiça do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia apresentassem informações individualizadas sobre os pagamentos realizados entre abril e julho de 2026. A determinação também exigiu cópias das folhas de pagamento dos magistrados ativos, aposentados e pensionistas.
Após receber os dados, o STF identificou pagamentos que, segundo a Corte, não estariam de acordo com as regras estabelecidas no julgamento realizado em março e posteriormente esclarecidas em julho.
300 magistrados receberam mais de R$ 100 mil
No caso do Maranhão, o Supremo registrou que 300 magistrados receberam mais de R$ 100 mil na folha de abril.
A decisão não detalha, nesse trecho, quanto cada magistrado recebeu individualmente nem quais rubricas formaram os valores pagos.
Entre as verbas identificadas nos documentos enviados pelos tribunais estão auxílio-assistência pré-escolar, licença compensatória, auxílio-mudança, auxílio-adoção, gratificações por funções administrativas e gratificações relacionadas aos cargos de presidente, vice-presidente e corregedor.
O STF afirmou que, apesar da clareza das regras estabelecidas anteriormente, foram encontrados pagamentos que, na avaliação dos ministros, estavam em desacordo com os parâmetros fixados pela Corte.
STF determina suspensão e devolução de valores
A decisão determina que os tribunais suspendam imediatamente parcelas indenizatórias que estejam em desacordo com as regras do Supremo.
Também deverão ser identificados os magistrados ativos, aposentados e pensionistas que tenham recebido valores considerados irregulares. Nos casos determinados pela decisão, os tribunais deverão providenciar a devolução dos valores que ultrapassarem os limites estabelecidos.
No caso do Maranhão, o presidente do TJMA deverá encaminhar ao STF, sob sigilo, a relação dos beneficiários atingidos pela determinação no prazo de 72 horas.
O tribunal também terá cinco dias para apresentar documentos que comprovem a suspensão dos pagamentos e as devoluções determinadas.
A Corregedoria Nacional de Justiça deverá acompanhar o cumprimento das medidas e poderá apurar eventual responsabilidade administrativa e disciplinar relacionada aos pagamentos.
Entenda os limites definidos pelo STF
Em março de 2026, o Supremo estabeleceu regras para limitar e padronizar o pagamento de verbas indenizatórias no Judiciário e no Ministério Público.
Em julgamento concluído posteriormente, a Corte manteve o limite de 35% do subsídio mensal para o conjunto das verbas indenizatórias, além das regras específicas para determinadas parcelas. O STF também proibiu o pagamento de benefícios como auxílio-alimentação, assistência pré-escolar e auxílio-creche quando criados por normas administrativas, leis estaduais ou decisões judiciais locais.
A Corte autorizou, em situações específicas, a indenização em dinheiro de férias, licenças-prêmio e plantões não usufruídos antes do julgamento, desde que observados os limites estabelecidos.
Também foi regulamentada a Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira (PVTAC), que pode corresponder a 5% do subsídio a cada cinco anos de atividade jurídica, limitada a 35% do subsídio.
Outros pagamentos também foram apontados
A decisão do Supremo identificou situações semelhantes em outros tribunais estaduais.
Entre os exemplos mencionados estão pagamentos superiores a R$ 200 mil a magistrados do Rio de Janeiro e de Goiás, além de valores elevados registrados no Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Paraná e Rondônia.
No Rio Grande do Norte, por exemplo, foi identificado pagamento de R$ 554 mil a um magistrado aposentado em abril e novamente em maio. No Distrito Federal, uma magistrada recebeu R$ 490 mil em maio, segundo os dados analisados pelo Supremo.
O objetivo da Corte é impedir que benefícios e verbas indenizatórias sejam utilizados para ultrapassar os limites definidos constitucionalmente e nas decisões do próprio STF.
Medida também alcança a AGU
Além dos Tribunais de Justiça, o STF determinou providências relacionadas à Advocacia-Geral da União (AGU).
O advogado-geral da União, Jorge Messias, deverá encaminhar ao Supremo as folhas de pagamento completas dos membros da instituição e identificar eventuais pagamentos que não estejam de acordo com as determinações da Corte.
A medida ocorre no contexto da revisão dos chamados “penduricalhos”, como são conhecidas verbas adicionais que podem elevar significativamente a remuneração de integrantes de carreiras públicas.
Supremo reforça fiscalização
A decisão desta quarta-feira representa mais uma etapa da ofensiva do STF para fazer cumprir os limites definidos para remunerações e verbas indenizatórias no Judiciário e no Ministério Público.
Em maio, Alexandre de Moraes já havia determinado que estavam proibidos pagamentos ou criação de parcelas remuneratórias ou indenizatórias que não estivessem expressamente autorizados pelas regras fixadas pela Corte. O ministro também determinou que os órgãos publiquem mensalmente os valores recebidos por seus membros, com a indicação das respectivas rubricas.
No caso do Maranhão, além do pagamento de R$ 3,2 milhões autorizado a um desembargador aposentado, o dado de que 300 magistrados receberam mais de R$ 100 mil em abril colocou o TJMA entre os tribunais que terão de prestar esclarecimentos e cumprir as determinações de suspensão e eventual devolução de valores.
As medidas ainda serão acompanhadas pela Corregedoria Nacional de Justiça, responsável por fiscalizar o cumprimento das determinações do Supremo.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), a Operação Monte Sinai, que investiga suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e crimes contra a ordem tributária no Maranhão.
Conforme apurou o g1, a investigação envolve emendas do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL). O parlamentar, no entanto, não é alvo da operação.
Segundo a PF, a investigação começou a partir de análises feitas pela Receita Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Três deles são cumpridos em São Luís, quatro em Colinas, um em Presidente Dutra e um São Félix de Balsas.
O g1 não teve acesso aos nomes dos investigados e, por isso, não conseguiu localizar as defesas deles. O deputado federal Josimar Maranhãozinho também foi procurado, mas não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados. Empresas envolvidas na apuração ainda ficaram proibidas de participar de licitações e de manter contratos com órgãos públicos.
De acordo com os investigadores, há indícios de irregularidades na aplicação de recursos de emendas parlamentares federais repassados por meio de convênios para obras de infraestrutura em municípios maranhenses.
A operação também apura a possível utilização irregular de recursos de precatórios do Fundef/Fundeb em contratos de pavimentação e infraestrutura. A suspeita é de que os valores tenham sido usados em desacordo com a destinação prevista em lei, já que esses recursos são vinculados ao financiamento e ao desenvolvimento da educação pública.
Josimar já foi alvo de outras operações
Apesar de não ser alvo da Operação Monte Sinai, deflagrada nesta quinta-feira (13), o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) já foi alvo de outras operações que investigaram suspeitas de irregularidades envolvendo emendas parlamentares e contratos públicos.
A mais recente foi a Operação Afluente, deflagrada pela Polícia Federal em 25 de junho deste ano. Na ocasião, Josimar foi alvo de buscas em uma investigação sobre suspeitas de desvio de recursos de emendas do chamado “orçamento secreto”.
Segundo a PF, a operação investigava uma organização criminosa suspeita de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Goiás e no Maranhão.
De acordo com a investigação, os recursos teriam sido operacionalizados por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e direcionados posteriormente à contratação de empresas supostamente ligadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado.
Antes disso, Josimar também foi alvo da Operação Descalabro, da Polícia Federal, em 2020. A investigação apurou suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas à saúde no Maranhão. À época, a PF apontou indícios de peculato e lavagem de dinheiro. O deputado negou irregularidades.
Em 2021, o parlamentar foi alvo ainda da Operação Maranhão Nostrum, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão. A apuração investigou suspeitas de fraudes em licitações e contratos para fornecimento de medicamentos em municípios maranhenses ligados à base política do deputado.
Em março de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Josimar Maranhãozinho, o deputado Pastor Gil (PL-MA) e o suplente João Bosco (PL-SE) em um processo envolvendo irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo atuou no desvio de R$ 1,6 milhão em emendas. A acusação apontou que Josimar coordenava a destinação dos recursos, acompanhava a liberação dos valores e fazia cobranças de propina. As defesas negaram participação nos crimes.
Com informações do G1 Maranhão