“Ainda existem áreas de escuridão no processo de transição”, revela Flávio Dino.

Em entrevista exclusiva na tarde desta quarta-feira (10) ao programa “Tribuna da Capital”, da Rádio Capital, o governador eleito Flávio Dino (foto) revelou ainda existir “áreas de escuridão” dentro do processo de transição por parte da equipe do atual governo. O governador eleito disse que algumas coisas foram repassadas pela Casa Civil do Governo e pelos ainda secretários à sua equipe de transição, mas que ainda falta muita coisa. O governador revelou também que o Diário Oficial está bastante atrasado, há tempos que nada é publicado, não se sabe nada sobre convênios e pagamentos. Diante dessa situação, Dino fez um apelo ao governador tampão Arnaldo Melo.”Esperamos que Arnaldo possa nos entregar o Estado nos termos de lei de responsabilidade fiscal, com dinheiro em caixa para arcar com as obrigações do governo que ora finda”, reiterou Flávio Dino.

Ainda durante a entrevista, o governador eleito garantiu que o seu mandato terá o diálogo como uma das prioridades, como já vinha sendo feito na campanha, e que o método participativo será uma marca do seu governo.

Sobre as primeiras ações a serem implantadas já no dia primeiro de janeiro de 2015, Flávio Dino disse que vai começar o ano já trabalhando nos compromissos assumidos do seu programa de governo, que teve participação ativa da população do Maranhão.E que ainda no mês de Janeiro vai marcar uma coletiva para apresentar a real situação financeira do Estado, que, segundo ele, “é um direito do cidadão saber e obrigação nossa de informar”. Dino assegurou também que fará um governo transparente, e foi enfático ao falar do tempo de ações do governo. “Nós não vamos conseguir fazer tudo no primeiro mês ou no primeiro ano, mas garanto que vamos começar a fazer já no primeiro ano”, declarou o governador eleito. Ainda como ação imediata para primeiro de janeiro, Dino afirmou que vai trabalhar na redução de homicídios e enfrentamento ao tráfico de drogas. 

Outra questão abordada durante a entrevista foi sobre os policiais militares que fizeram concurso e estão na lista de excedentes. De acordo com Dino, é de interesse do futuro governo colocar mais policiais nas ruas o mais rápido possível, com a montagem de um cronograma de mês a mês visando aumentar o número de policiais em todo o Estado.

“Já estamos analisando juridicamente se é possível chamá-los já em janeiro ou fevereiro. Inclusive já determinei à minha secretária de planejamento Cynthia Mota, que reservasse o recurso necessário para que nós progressivamente, tenhamos um cronograma de mês a mês com a intenção de aumentar o número de policiais militares, pois isso virou uma questão crucial”, finalizou.

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