Professores da rede municipal de Buriti Bravo fazem paralisação de advertência

Em Assembleia realizada no último dia 20 de fevereiro, a categoria dos profissionais em educação de Buriti Bravo, em sua maioria professores, decidiu paralisar por dois dias, afim de que a administração municipal reveja o mapeamento, destinando 16 aulas aos professores de sua rede educacional.

Por iniciativa da União dos Dirigentes Municipais da Educação – UNDIME – em orientar Secretários Municipais de Educação procedendo alteração da jornada de trabalho dos professores, estabelecendo hora/aula com duração de 60 minutos ou, ainda, aumentar para 16 o número de aulas semanais, com duração de 45 ou 50 minutos, tendo por base Nota Técnica do Ministério Público Estadual e no Parecer 18/2012 do Conselho Nacional de Educação (CNE)  foram retirados dos professores em Buriti Bravo, até o momento, direitos adquiridos, ao longo do tempo.                 

De acordo com o SINPROESEMMA, sindicato dos profissionais em educação do estado do Maranhão, a Lei do Piso (11.738/2008) estabelece o quantitativo de 1/3 da jornada para atividades extraclasses.
Mesmo a Undime e Famem tentando mostrar o contrário, é fato que nota Técnica e Parecer constituem-se, orientação/recomendação, não têm portanto, força de Lei; A classe ainda defende que os argumentos e interpretações utilizados pelos Gestores são equivocados e não têm embasamento legal, até porque, historicamente no Brasil, a duração da hora/aula dos professores nas redes públicas, varia entre 45 e 50 minutos.                                    

Alguns professores estiveram pelo centro comercial de Buriti Bravo, distribuindo panfletos e explicando à população, o porquê da paralisação. Estes ainda informaram que os dias paralisados serão pagos, de modo a não haver prejuízo para os alunos e consequentemente para o município, principalmente, levando em conta, que na Zona Rural as aulas ainda não começaram e que algumas escolas da sede ainda passam por reformas.
O que os profissionais em educação desejam, é poderem cumprir com seus deveres, mas tendo respeito aos seus direitos.

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