O movimento grevista dos professores da rede municipal de ensino de São Luís, chega a seu 23º dia sem negociações. Segundo a categoria, ainda não houve reuniões com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) para acertar as reinvindicações dos professores. A greve foi deflagrada no último dia 1º de agosto.
Os professores pedem um aumento salarial de 7,64%, índice referente ao reajuste do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A Justiça do Maranhão determinou, no último dia 08 de Agosto, que os servidores da Educação do município de São Luís, encerrem a greve e voltem imediatamente ás salas de aula, sob multa diária de R$ 100 mil reais. Após a determinação da Justiça, os professores em Assembleia resolveram recorrer da decisão judicial imposta.
Além disso, a melhoria da infraestrutura das escolas, construção de creches, qualidade da alimentação e transporte escolar, segurança nos ambientes escolares e quitação das perdas salariais de 2012 a 2016 que somam 16,7% são reivindicadas pela categoria.
Nessa quinta-feira (24), está sendo prevista uma marcha em prol dos direitos reivindicados no movimento grevista. A manifestação deve acontecer a partir das 8h da manhã, com concentração em frente à Igreja do São Francisco, na capital. A organização do movimento não definiu qual será o roteiro da marcha.
Segundo o Sindeducação, um ofício de reabertura da mesa de negociações foi enviado a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), mas ainda não houve sinalizações por parte do órgão. A categoria estima que mais de 1800 professores da rede municipal de ensino já aderiram ao movimento.
A presidente do sindicato, Elizabeth Castelo Branco, explica a categoria cobra a reforma de escolas por meio do dinheiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que foi repassado para a Prefeitura de São Luís. “Não só melhoria com as escolas que já existem, mas principalmente o recurso que veio do FNDE para a construção de 25 creches, 20 escolas e 9 quadras. É isso que nós queremos”, explica.
G1 Maranhão
A deputada Francisca Primo (PCdoB) recebeu, na tarde de ontem (21), em seu gabinete, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal, no Maranhão, Paulo Fernando Nunes Moreno, onde conversaram sobre a quantidade de animais soltos nas BR’s do Estado, que está causando sérios transtornos aos condutores dos veículos, inclusive, com mortes.
Semana passada a deputada usou a tribuna para alertar e pedir providências tanto da PRF como dos proprietários dos animais. “A todo momento temos noticias de acidentes e, muito deles, com vítimas fatais. Vamos analisar e saber de quem é a responsabilidade e o que podemos fazer para tirar esses animais das estradas”, acentuou a deputada no seu discurso.
Na reunião de ontem, o superintendente regional da PRF, Paulo Fernando Nunes Moreno, disse que está à disposição para recolher os animais, inclusive, possui o carro “gaiola” para fazer essa operação. “O problema é que não temos onde colocar esses animais. Acredito que a situação pode até ser resolvida se forem feitas parcerias com os prefeitos”, afirmou Paulo Moreno, lembrando que já conversou com alguns prefeitos sobre o assunto.
Francisca Primo enfatizou que diante da gravidade da situação, algumas pedidas precisam ser tomadas com urgência. Uma das alternativas seria os prefeitos disponibilizarem os locais para abrigar esses animais; também poderia haver a doação desses animais. Outra alternativa seria a venda desses animais, principalmente os jumentos, para o Frigorífico de Amargosa, localizado no Estado da Bahia que cria e compra esses animais para exportação.
“Alguns fazendeiros já se dispuseram a receber os animais por um período até ser encontrada uma solução”, disse Francisca Primo, afirmando que será agendada uma reunião com o representante da FAMEM; da Associação dos Criadores e da PRF para discutir o problema. “Do jeito que está não pode continuar”, finalizou Francisca Primo.
O Instituto Informaranhão realiza, nos dias 24 e 25 deste mês, no auditório do Ministério Público (Jaracati), o II Circuito INFOR-MA de Palestras, com o tema “Crimes Passionais”. Em tempos de violência acentuada entre os gêneros sexuais, motivada, sobretudo, por vingança afetiva, a discussão desses conflitos é oportuna como meio de esclarecimento e até mesmo como mecanismo de prevenção.
No primeiro dia, após a solenidade de abertura, marcada para 8h30, o especialista Cássio Thyone, da Polícia Civil do Distrito Federal proferirá a palestra com o tema “Quando o Amor Mata: Crimes Passionais”. Em seguida , o especialista Francisco Lafayete, do Instituto de Genética Forense do Maranhão (IGF/MA), discorrerá sobre o “Exame de DNA em casos de violência sexual e homicídios em relacionamentos homoafetivos”.
A programação da tarde será aberta com a palestra do jornalista Silvan Alves, da TV Difusora/Rádio Timbira AM, sobre “Crimes na Mídia”. O cronograma do primeiro dia será encerrado com a palestra “Feminicídio e Cultura do Estupro”, que será proferida pelas delegadas Kazumi Tanaka e Viviane Azambuja, da Delegacia Especial da Mulher e da Associação de Delegados de Polícia Civil do Maranhão (Adepol/MA).
O circuito de palestras prossegue no dia 25. Às 9h, abrindo a programação, a perita psicóloga Denise Morelli, da Polícia Técnico-Científica do Estado do Amapá, abordará o tema “Quem Mata por Amor?”. Na sequência, a criminóloga Cláudia Pádua, de Minas Gerais, falará sobre “Fisiognomonia Criminal: As Diversas Faces da Mentira”.
Às 14h, será a vez do tema “A Paixão no Banco dos Réus”. A palestrante será a promotora da Mulher. Selma Martins, do Ministério Público do Maranhão. Na palestra de encerramento, a promotora de Justiça Ana Lara Camargo, do Ministério Público de Mato do Grosso do Sul, abordará a “A Exposição Pornográfica não Consentida na Internet”.
Todos os participantes do II Circuito INFOR-MA de Palestras receberão certificado de 40 horas. Forma de inscrição e outras informações podem ser obtidas nos seguintes contatos: 3303-9119/98848-3170 (Whatsapp)/98154-1094 (Whatsapp).
O debate em torno da reforma política será retomado hoje (22) na Câmara dos Deputados, tanto no plenário quanto nas comissões. A sessão do plenário desta terça-feira tem como pauta única a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/03, que trata da adoção de um novo sistema político-eleitoral para a escolha de deputados estaduais, distritais e federais e da criação de um fundo público para financiar as próximas campanhas eleitorais.
Se aprovada como está, a PEC 77 pode instituir no país o modo majoritário de votação para os cargos de deputados nas eleições de 2018 e 2020, como uma transição para o modelo distrital misto a partir de 2022.
O chamado “distritão”, como ficou conhecido, permite que os candidatos mais votados ganhem as eleições. Por esse sistema, cada estado vira um distrito, no qual as vagas disponíveis nas câmaras e assembleias legislativas são preenchidas pelos candidatos mais votados, sem considerar a proporcionalidade do total de votos recebidos pelos partidos e coligações, assim como ocorre com a escolha de prefeitos, governadores e presidente da República.
Pelo distrital misto, o eleitor vota duas vezes: uma no candidato do distrito e outra em uma lista preordenada pelo partido. O resultado sai do cálculo entre os resultados da votação majoritária no distrito e na escolha proporcional no partido.
Os líderes partidários passaram os últimos dias em reuniões com o relator para tentar fechar um acordo em torno de uma forma que seja mais viável como transição. Várias propostas têm sido levantadas, inclusive a de um modelo que foi apelidado de “distritão misto”, que seria uma combinação de voto majoritário no candidato e voto em legenda, ou seja, os eleitores poderiam votar em candidatos ou no partido nas eleições para deputado estadual e federal.
A sessão está marcada para começar às 13h, mas a votação deve ter início somente no fim do dia. Além do texto-base, os deputados também devem analisar 14 destaques ou sugestões de mudança que já foram apresentadas pelas bancadas.
Alguns dos destaques pretendem retirar da proposta a adoção do sistema “distritão” para as eleições de 2018 e 2020, votar em separado a sugestão do voto distrital misto e da criação do Fundo Especial para Financiamento da Democracia.
Outros pretendem destacar a possibilidade de o candidato figurar tanto na lista do partido, quanto na lista do distrito, o que permite que ele concorra a dois cargos diferentes. Há também um destaque que pretende manter o financiamento público, mas sem o percentual de 0,5% da receita líquida do Orçamento para compor o fundo, o que corresponderia hoje a R$ 3,6 bilhões.
Conforme adiantaram líderes partidários e o próprio relator, o valor do fundo pode ser reduzido no plenário a R$ 2 bilhões ou ser totalmente retirado do texto para definição futura pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso.
A PEC 77/03 prevê ainda que os cargos de ministro do Poder Judiciário não sejam vitalícios, instituindo o mandato de dez anos para os juízes das cortes.
Agência Brasil
A contratação desnecessária de um escritório de contabilidade pelo Município de Porto Franco levou o Ministério Público do Maranhão (MPMA) a ingressar, em 3 de agosto, com Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa, solicitando a indisponibilidade de bens do prefeito de Porto Franco, Nelson Horácio Macedo Fonseca, e de outros seis réus.
Também são citados como réus o presidente e pregoeiro da Comissão Permanente de Licitações (CPL), Joel da Silva Sousa; os membros permanentes da CPL Emerson Barbosa da Silva e Rosenira Gomes Cardoso; o secretário municipal de Administração, Dyonatha Marques da Silva; a contadora Geruza Cavalcante da Silva e a empresa de sua propriedade, G. Cavalcante Silva – ME.
Formularam a ACP o titular da 2ª Promotoria de Porto Franco, Gabriel Sodré Gonçalves, e os integrantes do Núcleo Regional de Atuação Especializada da Probidade Administrativa e Combate à Corrupção (Naepac), promotores de justiça Paulo Roberto da Costa Castilho e Glauce Mara Lima Malheiros.
SEM NECESSIDADE
Apesar de haver oito servidores públicos efetivos no setor de contabilidade do Município, foi realizado, em abril, o Pregão Presencial nº 029/2017, que resultou na contratação da empresa G. Cavalcante Silva – ME, por R$ 426 mil.
“Qual é a necessidade de gasto financeiro com a empresa, que, na verdade, é representada por uma única pessoa, para prestação de serviços contábeis, uma vez que o Município de Porto Franco possui diversos servidores vinculados à área, entre eles, dois contadores efetivos?”, questionam os promotores, na ACP.
Entre outras irregularidades, foi verificado que, desde o início da atual gestão de Nelson Fonseca, os servidores efetivos do setor foram transferidos para outras unidades, configurando desvio de função. Para os promotores, o tratamento aos servidores do setor foi premeditado para justificar a contratação da empresa.
IRREGULARIDADES
Para o MPMA, a licitação foi direcionada à G. Cavalcante Silva para regularizar uma situação que já vinha ocorrendo desde janeiro deste ano.
Chamou atenção o fato de que o titular da pasta de Administração do município, Dyonatha Silva, tenha pedido três cotações de preço para serviços contábeis. As propostas apresentadas possuíam valores aproximadamente iguais. Apesar da necessidade alegada pelo Município ter surgido somente no mês de abril, as cotações foram feitas no mês de fevereiro.
Além destes fatos, o Ministério Público observou ilegalidades como a falta de habilitação e a inexistência de sede física da empresa.
PEDIDOS
Além da indisponibilidade dos bens, o MPMA requer a condenação dos réus por improbidade administrativa, o que pode resultar em penas como perda das funções públicas, ressarcimento integral do dano e suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco a oito anos.
A lista de punições inclui o pagamento de multa civil até o dobro do dano e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.
MANIFESTAÇÕES
Nelson Fonseca é réu em outras duas Ações Civis Públicas por ato de improbidade administrativa, ajuizadas em julho pelo MPMA, em função de irregularidades na gestão do administrador municipal.
Uma refere-se às denúncias de pagamento de “mensalinho” a três vereadores do município. A outra é relativa à contratação ilegal de um açougue de pequeno porte para fornecimento de carne para três secretarias municipais por R$ 1,1 milhão.
O deputado estadual Júnior Verde (PRB) participou da programação do I Fórum Maranhão Mel, realizado no último final de semana, no município de Santa Luzia do Paruá. O evento foi promovido pela Federação dos Apicultores do Estado do Maranhão (FEMAMEL) e contou com a presença de centenas de apicultores da região do Alto Turí e outras localidades do Estado.
Também participaram das discussões representantes do Governo do Estado e instituições financeiras. Júnior Verde representou a Assembleia Legislativa e também apoiou o encontro, que teve o objetivo de iniciar os debates sobre a criação de uma Lei que possa disciplinar a atividade da apicultura migratória no Maranhão.
O parlamentar destacou que este é um momento importante para a regulamentação e a modernização tecnológica da apicultura, e tudo que envolve a cadeia produtiva do mel de abelha, bem como o fortalecimento de parcerias.
“Uma das minhas propostas foi que este Fórum seja realizado todos os anos, sugestão que foi aceita por todos, pois sabemos os avanços que conseguimos em encontros como esse. Vamos fortalecer essa importante atividade em toda a região produtora”, garantiu o parlamentar.
Gestores da Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento (Seplan) finalizaram a participação no Curso de Capacitação de Desenvolvimento de Competências Estratégicas, desta vez, com o tema “Desenvolvendo a capacidade de trabalhar em equipe”. O curso, que começou segunda-feira (14), terminou nesta sexta-feira (18). Em três módulos, trabalhou melhorias nas áreas comportamentais dos gestores do campo profissional e pessoal.
O Curso, com duração de cinco dias, foi dividido em quatro tópicos: ‘Características diferenciadas entre grupo x equipe’, ‘O modus operandi de equipes eficazes’, ‘Estratégias de redução de conflitos’ e ‘Performance dos líderes’.

O subsecretário de Planejamento, Marcello Duailibe, disse que os servidores aprenderem a desenvolver suas habilidades e a buscarem resultados de excelência para a gestão. “Nossa gestão está sempre em busca de aperfeiçoamento para os servidores e, nosso objetivo com a realização desse Curso, foi promover essa interação entre os gestores, pois sabemos que, quanto mais estivermos integrados, alcançaremos resultados mais positivos”.
De acordo com o administrador e economista, Luciano Lopes, instrutor do curso, os trabalhos precisam ser mantidos e as competências aprofundadas. “Todos os gestores que estiveram conosco, nos três módulos, aprenderam características da figura humana, por meio do qual exercitamos suas competências e habilidades por meio de vários testes e sempre trabalhando o comportamento humano, pois o importante para você ter um resultado de sucesso, é o relacionamento”.
O Curso contou com momentos de interação, dinâmicas de grupo e testes na área de humanas, além, claro, da interação direta dos participantes, tudo com o intuito de aproximar os gestores e aperfeiçoar suas formas de trabalho dentro da Secretaria no que diz respeito as relações humanas.
Talvez muitos ainda não a conheçam. Alguns até já ouviram falar, mas não imaginam a beleza natural que o Maranhão esconde. A lagoa de nome esquisito, denominada Lagoa do Cassó, está localizada em um dos povoados do município de Primeira Cruz, a 217 km de São Luís. Apenas cerca de 150 famílias são donas desse lugar paradisíaco, conhecido como a ‘Pérola dos Lençóis Maranhenses’.
Maria Rosa Costa e José Costa dos Santos são um dos nativos mais antigos do Cassó. Ambos aposentados, ela com 65 anos e ele com 71. Quem os vê hoje, donos da única casa para alugar do povoado, não imagina a história por trás da conquista.
Depois que se casaram, ‘meu véi e minha véia’, como carinhosamente chamam um ao outro, tiveram oito filhos. O primeiro ‘não vingou’ e, como consequência, Maria Rosa sofreu derrame, o que a deixou cega por alguns meses. Voltou a enxergar um tempo depois e, por isso também, tem problemas de esquecimento até hoje. “Sei dos detalhes da minha própria história só porque me contaram, mas eu não consigo lembrar”, disse.
Os outros sete filhos, quatro mulheres e três homens, cresceram com a mãe costurando e o pai trabalhando na roça para lhes garantir o sustento e sobrevivência. Como acontece normalmente no ciclo da vida, um a um os filhos foram saindo de casa para construir a própria família. Menos Jaime. Esse continuou morando no Cassó, casou e teve três filhos.
Por assistir de perto a velha casa de taipa se deteriorar com o passar do tempo, Jairo idealizou um novo lar para os pais. “Foi ele quem teve a ideia”, contou seu José. Não só idealizou como construiu com as próprias mãos.
A ideia do filho, segundo seu José, era lhes proporcionar uma velhice confortável, numa casa mais ampla, de tijolos, telhados, paredes rebocadas, piso e avarandada. “E ele conseguiu”, afirmou José, ao mesmo tempo em que seus olhos se enchiam de lágrimas.
A emoção tem uma explicação. É que quando Jaime concluiu a casa, decidiu que faria uma viagem, daquelas para nunca mais voltar. Aos 38 anos suicidou-se. Nem a esposa, nem seu José e nem dona Rosa sabem explicar a repentina e dolorosa decisão. “Passei 35 dias sem comer e sem dormir. Fui embora! Eu não conseguia ficar aqui”, contou seu José.

Os aposentados nunca mudaram de endereço como estava nos planos do filho e, quase dois anos depois da tragédia, fazem do trabalho o refúgio para tamanha tristeza. Eles são donos da única padaria que existe no povoado. Tudo é bem simples. Fica em um cômodo escuro da velha casa, aonde a iluminação só vem com o raiar do dia, que é quando dona Rosa abre a janela para atender a clientela.
A baixa luminosidade, no entanto, nunca foi problema e os poucos materiais – forno a lenha, modeladora, cilindro e abafador – são o suficiente para fazer os deliciosos pães, como aprendeu com o Jaime. Quantos pães são vendidos por dia? – “Eu não sei e também não importa. Faço porque me faz lembrar meu filho. Foi ele quem me ensinou”.
Para seu José só faltava se mudar para a nova casa, ideia que dona Rosa resistiu em aceitar.
A triste história da família Costa parece não combinar com as maravilhas do Cassó, mas foi nesse mesmo período em que eles tentavam se erguer, que o povoado de Primeira Cruz começou a passar por mudanças.
DESAFIO E ‘BOOM’ TURÍSTICO
É que antes do Circuito Maranhense de Águas Abertas – desafio de natação para profissionais e amadores – pouca gente conhecia o que de mais belo o Cassó teria a oferecer: uma extensa lagoa de água calma e cristalina rodeada de matas nativas e casas à beira, separadas apenas pela areia fina e branquinha.

O evento, que começou em 2015 e, agora em 2017, já está na sua terceira edição, foi o principal responsável por movimentar o local e transformá-lo em ponto turístico maranhense.
Este ano o desafio reuniu 150 atletas para disputarem nas modalidades maratona aquática, stand up padle e caiaque. Na natação, principal prova, os competidores foram desafiados a nadarem cinco mil metros, correspondente a extensão de quase toda a lagoa, que é de aproximadamente seis quilômetros. A medalhista olímpica Polyana Okimoto foi a campeã no feminino e o nadador maranhense Enzo Raiol venceu no masculino.
Agora, além dos 700 moradores, o povoado recebe o dobro do número de atletas por fim de semana. No dia da competição, por exemplo, uma média de 300 turistas estavam por lá.
Foi por conta desse boom que seu José trocou a ideia de morar na nova casa e decidiu que iria alugar para turistas. Foi no que ele investiu. Convenceu a esposa, aumentou o número de cômodos e tem garantido mais uma renda extra. Agora, assim como a padaria, de casa para alugar a do casal é a única do povoado. O valor do aluguel é de 300 reais.
OPÇÕES DE POUSADAS E INVESTIMENTOS
Assim como seu José e dona Rosa, outros nativos perceberam a necessidade de acomodar melhor os turistas que a lagoa recebe. Afinal, casas de veraneio já não supriam a procura pelo paraíso maranhense de águas límpidas. Foi aí que moradores, que antes só tinham a lavoura ou a pesca como sustento, se tornaram empresários, donos de pousadas. Já são cinco no total.

A pousada Bosque do Lago, uma das mais antigas às margens da lagoa, nasceu há três anos (logo após o primeiro campeonato de natação) e atualmente oferece quartos de casal e triplos, com diárias que variam de 150 a 200 reais.
Todos os quartos com ar-condicionado e Wifi, exigências unânimes da clientela. O hóspede tem direito, além do café da manhã, a utilizar serviços que proporcionam da aventura ao relaxamento: boias, caiaques, stand up padle e redes armadas dentro da lagoa. Já o almoço é por fora. O prato feito custa, em média, 25 reais por pessoa.
O proprietário Rosinaldo Araújo, ex – lavrador, explica o quanto valeu o investimento. “Mesmo com os seis meses de baixa que temos durante o ano, quando o verão chega compensa”, disse ele acrescentando que mais quartos estão sendo construídos para a chegada dos feriados dos dias 7 e 8 de setembro, Independência do Brasil e Aniversário de São Luís, respectivamente.
Visitantes que se encantaram com as belezas do Cassó também passaram a investir na comunidade. Foi assim que a antiga casa de verão à beira da lagoa, construída há mais de 18 anos só para receber familiares e amigos, virou a primeira pousada da região.
Hoje, a pousada de nome Porto do Caju oferece, basicamente, os mesmos serviços que a Bosque do Lago, porém, os quartos são quádruplos ou quíntuplos, com diárias de 400 e 500 reais, respectivamente. Para quem prefere economizar, as redes que ficam na varanda da pousada custam 50 reais.
“Vale a pena trazer a família, porque foge da rotina, aqui não tem agitação. Só tem tranquilidade. Sem falar nos passeios que são oferecidos”, disse o empresário Antônio José Araújo, pai da Lara Maria, de 7 anos, que também ficou deslumbrada com a lagoa, principalmente com a temperatura da água. “Gostei porque posso nadar tranquilamente e a água é maravilhosa, bem quentinha”.
Já para os mais aventureiros, como a família Gomes Leão, a pousada possui barracas de camping, que ficam a um metro e meio de altura do chão. O valor cobrado é de 150 reais para o casal.
“É uma experiência maravilhosa. Não parece, mas é confortável. No dia que eu voltar, ficarei na barraca novamente e, além de tudo o preço compensa”, garantiu o empresário Arleison Gomes.
Sua esposa, a administradora Adla Leão, também elogiou e recomendou. “Nas primeiras horas fez bastante calor, mas quando chegou a madrugada veio o frio e o clima ficou agradável. Até a minha filha gostou”.
De acordo com o vice-prefeito, Nilson do Cassó, os turistas ainda são, em sua maioria, de São Luís. “Geralmente eles veem do passeio de Santo Amaro ou de Barreirinhas, chegam aqui e passam o fim de semana ou o dia”. Nem por isso pessoas de outros estados deixam de vir. Pelo contrário, ainda são minoria, mas turistas – inclusive gringos – de todas as partes já começaram a serem atraídos pela maravilha natural que se esconde no norte maranhense.
COMO CHEGAR À LAGOA
Uma das maiores dúvidas de quem já ouviu falar na Lagoa do Cassó é como chegar. Mas é muito fácil.

Para quem sai da ilha de São Luís o ideal é ir pela BR-135 até Bacabeira e pegar a estrada à esquerda, no sentido do município de Rosário. De lá, segue caminho, sentido Barreirinhas. Antes, ao chegar no retorno que dá acesso ao município de Humberto de Campos, é necessário ficar atento, porque perto dali, depois de mais ou menos 30 minutos de estrada, as placas dos povoados de Primeira Cruz começam a aparecer.
Ao contrário do que muitos imaginam, carros pequenos também chegam até lá. É só seguir pelo Povoado Mirinzal. A entrada fica um pouco mais à frente do Algodão.
Algodão é o primeiro deles, onde os visitantes que têm carros de pequeno porte costumam deixar estacionados para de lá seguirem viagem nos carros de tração, adaptados para levar até 20 pessoas. O valor do transporte varia de 250 a 300 reais.
Mais alguns metros de estrada, não demora muito e logo aparece a placa dos Povoados Aparecida e Cassó. De lá até o destino final são mais 20 km de estrada sem asfalto, só com muitos areais, brejos e mata nativa ao redor. O caminho ainda não tem sinalização e, por ser cheio de entradas de um lado e do outro, a presença de um guia ou de alguém que já conheça a estrada é ideal.
Quem escolhe passar por lá no horário do pôr do sol tem diante dos olhos a garantia de um espetáculo. É que às cinco da tarde o tom do céu ainda claro se mistura com a cor da areia branca. Uma cena confusa e ao mesmo tempo linda de se ver.
A medida em que o sol vai sumindo, a cena de quem olha pelo retrovisor do carro é de um céu avermelhado, sobrepondo a poeira deixada para trás. Mais um deslumbre para quem vê. Ali, o cenário é de tirar o fôlego. É só o começo da aventura até chegar ao destino final, um paraíso de água transparente e de natureza quase intocada.
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- A reportagem foi produzida pela equipe de comunicação da Assembleia Legislativa-MA
No sábado (19), o deputado estadual Professor Marco Aurélio (PCdoB), ao lado do Secretário de estado de Infraestrutura, Clayton Noleto e lideranças da região Tocantina, participaram do ato de assinatura das ordens de serviço de duas importantes obras para Imperatriz: a reconstrução da Praça da Bíblia e reforma e adequação da quadra poliesportiva do Centro de Ensino Nascimento de Moraes.
Ambas as obras tiveram emendas parlamentares de Marco Aurélio, que com firme apoio do Governador Flávio Dino, terá o cumprimento de dois compromissos feitos, beneficiando milhares de moradores da cidade. Somente nessas duas obras, o deputado Marco Aurélio destinou emenda de quase 1 milhão de reais, tendo uma forte parceria com o governador Flávio Dino e com o Secretário Clayton Noleto, onde, além da liberação e aplicação deste valor, haverá também a complementação do governo do estado.
Além do início das obras, que já se deu, Marco Aurélio, Clayton Noleto e o gerente regional da AGERP, Humberto Franco, ainda entregaram 20 barracas aos feirantes do Bacuri, fruto de reivindicação do parlamentar. Marco Aurélio confirmou que avançará na luta para incluir mais feirantes da região na política da padronização das barracas, que é uma das ações de estímulo a produção realizada pela secretaria de Agricultura Familiar e AGERP.
Luzanir Pereira, que trabalha há 28 anos na Praça da Bíblia, diz que espera “muita evolução, coisa boa, divertimento. Vai ficar bom para todo mundo que trabalha aqui no setor e vai ter um lugar em Imperatriz pra gente se divertir”, fala em relação a reforma da praça, na qual achou o projeto muito bonito.
A dona Francisca Souza, relata que como feirante, não teria condições de comprar uma barraca no padrão que está sendo entregue. “Se a gente for trabalhar tudo padronizado, vai ficar muito bonito a nossa feira, vai melhorar o nosso atendimento”, destaca a feirante que há 25 anos trabalha na feirinha do Bacuri. A feirante ainda destaca o professor Marco Aurélio como sendo “uma pessoa muito boa, simpática, porque ele sempre foi presente e prestativo com a gente ali da feira”, conclui.
O gestor da Escola Nascimento de Moraes, Jacó Muniz, destacou a importância da reforma da quadra. “Ainda no ano passado, o deputado Marco Aurélio e o secretário Clayton Noleto fizeram esse compromisso com nossa escola, o que nos deixou muito felizes e hoje, ao ver esse compromisso se cumprindo, nossa felicidade só aumenta, pois já não tínhamos condições de praticar as atividades desportivas na escola, devido à precariedade de nossa quadra. Agradecemos imensamente ao Governador Flávio Dino, ao deputado Marco Aurélio e Secretário Clayton Noleto, que foi aluno de nossa escola”.
O deputado estadual se diz muito feliz em estar cumprindo com sua palavra. “De vários compromissos que fizemos com Imperatriz, muitos foram cumpridos com apoio do nosso Governador Flávio Dino, a exemplo da escola Amaral Raposo, no Parque Alvorada, do apoio que garantiu a abertura da UPA do São José, da implantação do vale-livro no SALIMP, além de outros, tanto em Imperatriz, quanto na região. Alguns desses compromissos que ainda faltavam ser cumpridos, vínhamos persistindo e temos esta resposta, a exemplo da reforma do Centro de Ensino Nova Vitória, no Conjunto Vitória, emenda minha de R$ 424 mil, que será inaugurada já nas próximas semanas, uma emenda de R$ 500 mil aquisição de livros e computadores para a Uemasul, cuja licitação já foi concluída e já serão entregues aos estudantes da Universidade. Faltava o início da praça da Bíblia e a reforma da quadra da Escola Nascimento de Moraes, e que agora esta palavra se cumprirá, o que nos dá uma grande alegria”.

Marco Aurélio afirma ainda a continuação da luta para a criação do Museu Histórico de Imperatriz, que está sendo encaminhando com uma ampla parceria do Governo Flávio Dino, através da Uemasul, Secretaria Estadual de Infraestrutura, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo, da Prefeitura de Imperatriz, Fundação Cultural de Imperatriz, tendo também a parceria do deputado Marco Aurélio, tanto com a articulação, como também com destinação de emenda parlamentar. A concretização do Museu histórico de Imperatriz terá ampla participação da cidade, com pesquisadores, Uemasul, Academia Imperatrizense de Letras e das famílias que têm seus acervos.
O Secretário de Infraestrutura do Estado, Clayton Noleto, destaca o tempo que a população estava aguardando a reforma da praça e diz que “é um projeto que realmente vai restabelecer a glória da praça” e que “vai revitalizar um espaço de um grande adensamento populacional. Um espaço para desde as crianças até os idosos”, observa.
Clayton Noleto afirma ainda que essa obra “só foi possível pela maneira especial que o governador vê a nossa cidade, lideranças que trabalham pelos investimentos e graças à emenda do deputado Marco Aurélio”, destaca com agradecimento de toda a população ao professor.
Muito agradecido, o deputado Marco Aurélio disse da satisfação na parceria com Flávio Dino na luta por melhorias em Imperatriz: “Agradeço imensamente ao nosso Governador Flávio Dino, ao secretário Clayton Noleto e toda sua equipe, por me apoiarem nesta defesa de nossa cidade e de nossa região. Todos os compromissos que fizemos, com fé em Deus, no nosso Povo e nesta parceria, haveremos de cumprir. Digo isto, destacando a importância de sabermos que não estamos sós. Eu tenho amigos que compartilham as nossas lutas e nos apoiam. É por isso que tem dado certo e que continuará dando certo”, finalizou o deputado.
Na solenidade, estavam presentes além dos vereadores da Imperatriz, o prefeito Assis Ramos (PMDB) e os prefeitos de São João do Paraíso, Beto Régis (PCdoB); de Campestre, Valmir Morais (PT); e de Governador Edison Lobão, professor Geraldo Braga (PCdo B), o secretário estadual de Relações Institucionais, Pastor Porto, o presidente da associação dos Pastores, Bispo Rubens, além de lideranças políticas de toda a região.
Se por um lado a valorização do salário mínimo aumenta o poder de compra das pessoas, por outro pressiona fortemente os cofres municipais. É o que aponta um levantamento feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). O material alerta um impacto de R$ 1,476 bilhão, tendo em vista o reajuste de R$ 32 previsto para o ano que vem.
Inicialmente, o valor projetado para o salário mínimo em 2018 era de R$ 979. Contudo, após a publicação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o próximo ano, foi verificado que houve uma revisão das estimativas econômicas. O salário mínimo, que entrará em vigor, será de R$ 969 e como argumento o governo aponta o recuo do Produto Interno Bruto (PIB).
Apesar da nova projeção, a CNM explica que haverá um reajuste de R$ 32, considerando o salário mínimo atual de R$ 937. E esse aumento irá provocar um forte impacto sobre as folhas de pagamento municipais, que empregam mais de três milhões de funcionários com remuneração vinculada ao salário mínimo.
No levantamento, a entidade avalia a evolução do reajuste a partir de 2003, incluindo a possibilidade de verificar também o impacto do reajuste com os encargos salariais.
Confederação Nacional dos Municípios