
A Rede Globo decidiu cancelar o debate entre candidatos a presidente, marcado para a noite desta quinta-feira (1º/10). Menos de uma hora antes da realização do programa, a emissora informou ter recebido duas intimações judiciais relacionadas ao evento que causam “insegurança jurídica” e representam uma “interferência indevida na liberdade” dos veículos de imprensa.
Uma das decisões, assinada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a TV Globo permitisse a participação do candidato Renan Santos (Missão) no debate.
Já uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assinada pela ministra Estela Aranha, impediu que a emissora exibisse o púlpito vazio destinado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que decidiu não comparecer ao debate.
Em nota, a emissora informou ter cancelado o debate após “sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate”. De acordo com a Globo, as decisões de ministros do STF e do TSE causam “insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais”.
Decisão do TSE
A ministra Estela Aranha, do TSE, atendeu a um pedido do PT para que o espaço destinado a Lula no debate da Rede Globo, que ficaria vazio, não pudesse ser exibido pela emissora.
“Ante o exposto, defiro o pedido liminar para suspender a eficácia do item 7 da ‘Ata Debate Presidencial 2026’, determinando à Globo Comunicação e Participações S.A. que se abstenha de aplicar referido dispositivo no debate presidencial a ser realizado em 1º.10.2026, inclusive quanto à exibição destacada da cadeira vazia identificada e quanto à dinâmica de formulação de perguntas dirigidas ao candidato ausente, sob pena de multa a ser oportunamente fixada em caso de descumprimento”, afirmou a ministra na decisão.



