Grajaú completa 205 anos …

Neste 29 de Abril de 2016, a cidade de Grajaú completa 205 anos de existência, criada pela  Lei Nº 269 de 31 de Dezembro de 1948.  O atual município de Grajaú, que era antes porto de uma fazenda denominada Chapada, pertencente a Manoel Valentim Fernandes, foi, quando de sua fundação e conservação, uma das maiores conquistas dos colonizadores sobre os indígenas nos sertões do Maranhão. Quem nasce em Grajaú é grajauense.

grajau

A 11 de março de 1811, o alferes-de-milícias Antônio Francisco Reis, em companhia de pessoas de sua família, habitantes da alta ribeira do Grajaú, foi o primeiro que, navegando este rio e por ele descendo, em pequenos barcos fabricados para tal fim, depois de repetidas viagens e convidado talvez pelos lucros que deveria ter percebido das suas diligências, aqui veio se estabelecer. Povoou ele e outros o mesmo porto da Chapada na ribeira leste do dito rio, construindo casas para vivenda e depósitos para sal e gêneros de que já ali se vinham prover, com muito prazer e cômodo, os moradores das outras ribeiras vizinhas, chegando ao número de 40 as pessoas que, no porto, logo àquele primeiro passo, se propuseram a habitar. Os índios timbiras e picogés, estabelecidos na outra parte do mesmo rio Grajaú, ciosos dos progressos da nova povoação que os assombravam e impediam de fazer no interior as suas correrias costumeiras, resolveram livrar-se dela, e o fizeram com Paula Ribeiro, queimando vivas 38 pessoas dentro das suas próprias habitações, a que puseram fogo, bem como às embarcações abicadas na praia, levando o sal e gêneros que puderam e lançando no rio ou queimando o restante. Como sinal de que naquele lugar um dia fora povoado, deixaram os índios somente ossadas esparsas no meio das ruínas solitárias. Desta carnificina, sucedida em 1814, todavia, escaparam com vida 6 pessoas que andavam para fora da povoação, na época do massacre.

Em 1816, tentaram novamente aqueles moradores restabelecer um porto público na mesma alta ribeira do Grajaú, a que chamaram São Paulo do Norte. Um pequeno destacamento de tropas lhes dava assistência, entretanto, posteriormente, o mesmo foi retirado, ficando a povoação sem qualquer outra espécie de socorro e, em conseqüência, no imediato abandono. Novamente em 1817 foi organizada outra expedição composta de 40 soldados, vinda da capital, a qual em virtude de tão mal delineada, a partir de Vitória para cima já não havia mantimentos para mais de seis dias. A evolução social processou-se lentamente, apenas se consolidando ao limiar do século XIX.

População estimada 2015 (1) 67.626
População 2010 62.093
Área da unidade territorial (km²) 8.863,571
Densidade demográfica (hab/km²) 7,03
Código do Município 2104800
Gentílico grajauense
Prefeito
JUNIOR DE SOUSA OTSUKA

Elevado à condição de cidade com a denominação de Grajaú, pela lei provincial nº 1225, de 07-04-1881. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pela lei estadual nº 269, de 31-12-1948, s.

Turismo

Ainda destaca-se, como fonte econômica, o turismo nos balneários, nas cachoeiras e no leito do Rio Grajaú. No verão, após o esvaziamento da cheia, precisamente no mês de Julho, este rio transforma-se basicamente na maior força de produção desta cidade e seus povoados, pois atraem inúmeros turistas para apreciarem suas belas Cachoeiras e suas águas no Canecão, Limoeiro, Prainha,Porto da Nanana e Zé Mulato; além de movimentar o comércio local, através de Pousadas, Hotéis, Lojas locais e o artesanato grajauense.

Uma das maiores atrações turísticas é o Rio Grajaú e suas cachoeiros ao longo de seu percurso pelo Estado do Maranhão.

Educação

Atualmente, a rede de escolas compreende a zona urbana e rural de Grajaú atendendo a uma camada de 2 629 alunos na educação infantil, 13 342 alunos no ensino fundamental, 437 alunos no ensino médio e 351 alunos na educação de jovens e adultos. Zona Urbana – 43 escolas; Zona Rural – 177 escolas; Escolas Indígenas – zona rural: 52; Escolas estaduais – zona urbana: sete e Escolas Particulares – 4.

Na educação superior, a Universidade Estadual do Maranhão, atende a sessenta alunos nos cursos de enfermagem e zootecnia. Estes dois cursos estão em funcionamento na cidade desde o ano 2005. A partir de 2010, Grajaú já conta com profissionais formados na própria cidade. A Universidade Federal do Maranhão UFMA) no campus Grajaú, oferece diversos cursos como Química, Física, Geografia, Língua portuguesa. Há também faculdades particulares como Ahanguera, Uninter. O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) está quase concluído, o campus Grajaú está situado nos arredores do bairro Expoagra e Nova Grajaú ( conhecido popularmente como bairro Quem Dera). Não há informações concretas de quais cursos técnicos e superiores serão ofertados no campus.

Saúde

Dispõe de três hospitais e uma unidade mista de saúde, na zona urbana: Hospital São Francisco de Assis; Hospital Santa Neusa; Hospital Geral de Grajaú (Emergência); Unidade Mista Itamar Guará e UPA’S.

Os hospitais dispõem dos seguintes equipamentos: Análise clínico, eletrocardiograma fonado, Raio X e ultra-sonografia, podendo fazer os seguintes tratamentos: obstétrico, cesariano, laqueadura, ortopedia, otorrino, urologia, leperectomia, apendiclomia, laparotomia, herniarriafias, fisioterapia, ortopedia, ginecologia.

O município dispõe ainda de tratamentos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), cirurgias, obstétrico, Raio X, odontologia, exames laboratoriais, ultra-sonografias, pré-natal, eletrocardiograma, prevenção do câncer do colo do útero, próstata e hanseníase.

Cultura

Culturalmente, apresenta alguns destaques, como na literatura. A cidade possui uma academia de letras, a Academia Grajauense de Letras, onde estão reunidos os pensadores, escritores que residem em Grajaú e a os Mestres de Cultura de Cultura Popular, que são sete(7). Já que recentemente faleceu uma mestra, a carnavalesca Graça Onça. A religiosidade está presente em vários ambiente, como na catedral Nosso Senhor do Bonfim, que foi construída no ano de 1940 durante a prelazia dos padres capuchinhos.

Fonte: IBGE

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