Governador destaca potencialidades do Porto em Encontro sobre Corredor Centro-Norte

As potencialidades do Complexo Portuário do Itaqui e a convergência entre o Governo, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada no desenvolvimento logístico e de transportes do corredor Centro-Norte, foram discutidos durante o XXVIII Encontro sobre o Corredor Centro-Norte, nesta quarta-feira (22), no auditório da Fiema, em São Luís. O governador Flávio Dino participou da abertura do evento e explanou sobre a posição geográfica estratégia do Maranhão e o potencial do Porto do Itaqui como vetor de desenvolvimento e de escoamento da região que engloba o Centro-Oeste e o Norte-Nordeste brasileiro.

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Com o tema “O estado da arte do Tegram e Ferrovia Norte Sul”, o Encontro, promovido pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Corredor Norte (Adecon), contou com um ciclo de palestras atinentes ao Complexo Portuário do Itaqui e sua importância estratégica para a Região Centro Norte, que engloba, além do Maranhão, os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Pará, Bahia e Piauí. Além disso, também foi debatida a busca contínua na solução de transporte e logística rumo ao desenvolvimento da região.

Em sua explanação, o governador Flávio Dino destacou que o Porto do Itaqui, hoje, está consolidado como um Porto do Maranhão, do Centro-Norte e da Região Central do Brasil. Ele ressaltou que essa posição estratégica faz o Governo do Maranhão trabalhar o Complexo Portuário, administrado pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), cada vez melhor para torná-lo ainda mais competitivo e, com isso, passada a crise política e econômica que assola o Brasil, o Estado estará bem posicionado para auferir os lucros da boa gestão.

Flávio Dino explicou que em apenas um ano de Governo, o Porto do Itaqui diminuiu em 50% o tempo de espera dos navios no Porto. “Quando nós assumimos, a projeção orçamentária da Emap era de um lucro de R$ 300 mil reais. Ela teve, em 2015, um lucro de R$ 68 milhões. Claro que não se trada de milagre, se trata de gestão, de cortar custos administrativos, que muita gente não gosta, principalmente quem tem privilégios”, enfatizou.

O governador citou, também, a inauguração do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) como um dos vetores responsáveis pelo crescimento do Itaqui. “Nós temos um casamento muito bom entre a nossa posição geográfica, a nossa articulação institucional com os estados da Região Brasil-Central, com a competitividade que o Porto do Itaqui vem ganhando, exatamente em razão da gestão do presidente Ted Lago, que hoje lidera o maior programa de investimentos com recursos próprios da história do Porto do Itaqui”, reiterou.

De acordo com o governador, há um plano de investimentos que prevê aplicação de R$ 200 milhões, de recursos próprios da Emap, em melhorias infraestruturais e geração de postos de trabalho a partir da modernização do Complexo Portuário do Itaqui nos próximos anos. Para Flávio Dino, o Porto do Itaqui não pode ser apenas corredor de passagem de produtos, embora essa condição já traga ganhos ao estado, e é por isso que o Governo tem investido no adensamento das oportunidades que as potencialidades do Complexo oferecem, como a exportação de boi vivo, que começou recentemente.

“A estimativa é que isso tenha injetado na economia maranhense R$ 42 milhões, pela primeira vez na nossa história. Claro que o ideal seria que, ao invés de o boi estar vivo, que estivesse fatiado e congelado em um container frigorífico, porque significaria que nós teríamos verticalizado dessa cadeia produtiva. O que eu quero dizer é que nós chegaremos lá”, esclareceu Flávio Dino.

O governador ressaltou que o diálogo com a iniciativa privada é fundamental para o desenvolvimento do Porto do Itaqui, e o Encontro tem papel importante nessa interlocução. “O Maranhão está muito bem posicionado com todos esses atributos para viver um salto para adiante, capaz de incluir as pessoas no crescimento econômico, que é a essência do desenvolvimento. Se o crescimento econômico é para poucos, ele não é desenvolvimento, ele é apenas crescimento econômico”, disse ele.

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