Em São Luís, Governo dá continuidade à assistência em saúde e de direitos humanos aos africanos resgatados

Em São Luís, o Governo do Maranhão garante continuidade da assistência em saúde e direitos humanos aos 25 africanos resgatados de embarcação vinda de Cabo Verde, na África. Os imigrantes, que buscam refúgio no Brasil, estão sendo assistidos diariamente por equipes das Secretarias de Estado da Saúde (SES) e de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop).

Para Muctarr Mansaray, de 27 anos, natural de Serra Leoa, receber toda essa assistência do Governo do Estado é importante. “Vivemos momentos tristes, passamos fome, sede, mas ao chegar aqui recebemos todo esse carinho do povo maranhense. Fomos levados para o hospital, recebemos atendimento médico e eu só tenho a agradecer a todos que nos ajudaram”, disse.

Hoje, em segurança, Muctarr falou sobre o alívio de ter sobrevivido a essa situação e revelou o desejo de fixar residência no Brasil, terminar os estudos, trabalhar e poder se sustentar. “Tudo o que eu quero é continuar na universidade. Lá é pago, mas aqui é gratuito e espero continuar a estudar para poder ganhar meu dinheiro e me sustentar”, contou.

Na quarta-feira (23), os africanos receberam atendimento de profissionais da Secretaria de Estado da Saúde (SES) nas áreas cardiológica e oftalmológica. O acompanhamento médico foi realizado nas dependências do Ginásio Costa Rodrigues, local onde os africanos resgatados estão à disposição da Polícia Federal. As ações contam com o acompanhamento de intérpretes da Cruz Vermelha e voluntários da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, participa de reunião do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), em Brasília, porém destacou equipes para assegurar a assistência necessária para os africanos resgatados. “A assistência conjunta reflete o compromisso do governador Flávio Dino em oferecer condições adequados aos africanos resgatados. Estamos unindo forças para, com esforço conjunto, poder fazer o atendimento clínico e de emergência, preservar a saúde da população maranhense com o monitoramento de risco epidemiológico e garantir os direitos dos africanos”, disse o secretário Carlos Lula.

Os africanos resgatados ficaram mais de 30 dias no mar, vieram de outro continente e, por isso, existe o monitoramento e execução de medidas na área epidemiológica. No alojamento disponibilizado pelo Governo do Estado, os imigrantes podem tomar banho, ter acesso a refeições, receber atendimento social, acesso a serviços e atendimentos voltados para regularização da documentação, além de participar de atividades de lazer e cultura.

De acordo com o secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves da Conceição, o Governo do Estado tem assegurado as condições de abrigo, alimentação e assistência médica e hospitalar.  “O nosso governo respeita a Constituição Federal, respeita os tratados internacionais e respeita a população. A maioria dos maranhenses é descendente de africanos e o tratamento que está sendo dado a eles é o mesmo tratamento que nós queremos e exigimos que sejam dados aos brasileiros no exterior”, destacou o secretário Francisco Gonçalves da Conceição.


Atendimento em saúde

Os profissionais da Unidade de Especialidades Odontológicas do Maranhão (Sorrir) realizaram avaliação odontológica dos africanos. O diretor da unidade, Fabrício Saraiva, explicou que o objetivo é verificar as condições de cada imigrante e fazer os encaminhamentos de acordo com a necessidade de cada um.

“Nesse primeiro momento iremos examiná-los para identificar as necessidades mais imediatas, até porque muitas doenças sistêmicas têm origem na cavidade bucal. Estamos fazendo exame clínico inicial, logo em seguida esses pacientes serão encaminhados ao Sorrir com data e hora marcadas para que lá o profissional possa executar aquilo que o paciente está necessitando no momento, uma intervenção mais imediata, evitando que este paciente possa sentir quadro de dor ou desconforto”, explica.

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