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O professor Rafael Lindoso, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), do campus Monte Castelo, em São Luís, participou da descoberta de uma nova espécie de dinossauro carnívoro no deserto do Saara, no norte da África. O estudo reúne 29 cientistas de vários países, e Lindoso é o único brasileiro do grupo.
A pesquisa foi publicada na revista “Science”, uma das mais importantes do mundo, em um artigo que também virou capa. É a primeira vez que um pesquisador do IFMA assina um trabalho na publicação.
Os pesquisadores envolvidos no estudo são especialistas em paleontologia (estudo dos fósseis), anatomia comparada (comparação das estruturas do corpo dos animais) e análises evolutivas. Lindoso contribuiu com dados usados nas análises que ajudam a entender como o novo dinossauro se relaciona com outras espécies.
Esse tipo de estudo, chamado de análise filogenética, compara características dos animais para identificar parentescos ao longo da evolução.
A contribuição do professor foi incluir informações detalhadas sobre os ossos de um dinossauro carnívoro encontrado no Maranhão. Esses dados ajudaram os pesquisadores a montar uma base de comparação mais completa, necessária para entender a história evolutiva e a distribuição dos dinossauros do grupo Spinosaurus.
O paleontólogo Paul Sereno, da Universidade de Chicago, convidou o professor Rafael Lindoso a assinar a co-autoria do estudo ainda em 2025, ano em que estiveram juntos no interior do Maranhão para uma expedição científica.
“A publicação de um artigo em um periódico de alto impacto, como a revista Science, constitui um marco significativo na trajetória de um pesquisador; reflete um trabalho consistente, de liderança em seu campo. A taxa de aceite em uma revista desse porte consiste em menos de 7%. Espera-se que, com a visibilidade que o artigo trará, os investimentos comecem a aparecer”, afirmou o professor.




