Por meio de suas redes sociais, alguns deputados federais resolveram explicar seus votos contra e favor do Impeachment da presidente Dilma, em sessão ocorrida durante a tarde/noite deste domingo (17), onde a maioria optou pelo prosseguimento do processo.
Veja abaixo a justificativa dos deputados Aluísio Mendes, Weverton Rocha e Waldir Maranhão, que votaram contra o Impeachment:
Veja as justificativas dos deputados que votaram a favor do Impeachment:
A Operação Lei Seca, realizada no último fim de semana, flagrou 111 motoristas dirigindo sob o efeito de álcool na capital maranhense. Desse total, 15 fizeram o teste do bafômetro e 96 se recusaram, o que implica em infração por alcoolemia. A operação foi realizada pelo Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA) em parceria com a Polícia Militar, por meio da Companhia Rodoviária Militar Independente (CPRV Ind).
A diretora-geral do Detran, Larissa Abdalla, que acompanhou a operação, afirmou que os resultados são importantes e que apontam para a manutenção das ações. “Em razão do número elevado de autuações por alcoolemia, vamos intensificar as fiscalizações em São Luís. Temos que trabalhar para garantir a paz no trânsito e a operação Lei Seca tem contribuído bastante para a redução de acidentes”, declarou.
A operação Lei Seca foi iniciada na sexta-feira (15), na área do Parquinho da Avenida Litorânea, e continuou no sábado (16), na Avenida dos Holandeses, e no domingo (17) uma blitz foi montada na Avenida Carlos Cunha. Nos três dias, foram lavrados 181 autos de infração.
“O que se observa é que ainda falta consciência dos motoristas em relação à mistura de álcool e direção. Em um único dia, de 165 abordagens, somente 115 pessoas fizeram o teste do bafômetro, ou seja, foram 50 recusas, um número muito alto”, destaca o tenente Jaldin, comandante da operação na sexta-feira.
De acordo com o comandante, na madrugada de sábado, um motorista foi conduzido à delegacia, por apresentar teste do bafômetro com resultado de 0,8mg/l (miligramas de álcool por litro de ar), quantidade acima de 0,33 mg/l, limite para que a infração também seja considerada crime de trânsito.
Durante toda a operação, 433 pessoas foram abordadas e 358 fizeram o teste do bafômetro. As fiscalizações do fim de semana também tiraram das ruas 22 veículos irregulares, 15 carros e 7 motos.
Bom exemplo
A esteticista Deija Célia fez o teste do bafômetro pela primeira vez na operação deste fim de semana. Ela obteve o resultado de 0,00 mg/l e queria deixar o exemplo para os demais motoristas. “Temos que lutar por um trânsito mais seguro. Depois do acidente, nenhuma punição pode restaurar os males que podem vir dessa violência”, comentou.
O garçom Edvar de Sousa, que lida com várias pessoas que insistem em dirigir depois de beber, disse que já viu muita gente sofrer acidentes e confessou que deixou de consumir bebida alcoólica por esse motivo. “As pessoas acham que o acidente nunca vai acontecer com elas. Acho que as operações da Lei Seca devem continuar em avenidas que passam nestas áreas de bares e restaurantes, só assim, o trânsito ficará mais seguro”, opinou.
Os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná, foram os grandes “responsáveis” pela maioria dos votos favoráveis ao prosseguimento do processo de Impeachment da presidente Dilma, ocorrido neste domingo (17). Ao todo, foram 367 votos a favor, 137 contra, 7 abstenções e duas ausências.
Em termos absolutos, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná foram os que registraram o maior número de votos favoráveis ao impeachment da presidente. Os baianos, por outro lado, foram os que mais votaram contra o processo (22 contra e 15 favoráveis).
Já nos Estados de Rondônia e Amazonas, 100% dos deputados votaram contra a presidente, sendo oito votos de cada Estado, totalizando dezesseis votos favoráveis ao Impeachment. O percentual também foi alto em Goiás (94% a favor, 6% contra), em Roraima, no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte (com 88% dos parlamentares votando a favor e 13% votando contra).
A maior parte dos deputados da Bahia, Amapá e Ceará, saiu em defesa de Dilma. Já no Piauí e Maranhão, a votação ficou dividida.
Depois de 43 horas de debate e uma sessão de 10 horas de votação, a Câmara dos Deputadosselou o destino da presidente Dilma Rousseff no Congresso.
A partir de agora, caberá ao Senado julgar se ela cometeu ou não crimes de responsabilidade ao praticar as chamadas pedaladas fiscais e abrir créditos suplementares sem consultar o Congresso.
Com uma base aliada desfalcada e a credibilidade em xeque, a petista corre o risco de ser afastada do cargo já no próximo mês – caso a maioria simples do Senado aprove o início de seu julgamento na Casa.
Pelo menos no discurso, no entanto, a presidente não dá sinais de que irá jogar a toalha tão cedo.
“Se alguém imagina que ela se curvará com o resultado de hoje (ontem), se engana. Ela não se acovardou”, afirmou o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, a jornalistas na madrugada de hoje. “Ela vai continuar lutando”.
A questão é: depois das sucessivas derrotas dos últimos dias, há chances de Dilma Rousseff reverter uma possível abreviação do seu mandato?
“Dificilmente o governo vai conseguir recuperar esse baque no Senado”, afirma Thiago Vidal, coordenador de análise política da Prospectiva. Segundo projeção do consultor, a oposição já teria 55% dos votos para abertura do julgamento de Dilma.
Se esse cálculo se confirmar, a presidente é afastada do cargo por até 180 dias e o vice Michel Temer assume a chefia do Executivo no período.
É neste ponto que as chances de Dilma podem se deteriorar ainda mais. Como lembra Vidal: se na chefia do governo a presidente não conseguiu reverter o quadro negativo, sem a estrutura de poder, a missão se torna impossível.
No entanto, para Marcelo Issa, diretor-executivo da Pulso Público, o governo ainda não deu sua última cartada.
Nesta segunda, o diretório nacional do PT analisa a proposta de lançar uma campanha pela realização de novas eleições para a presidência – ideia palatável inclusive para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que confabula uma hipótese semelhante com aliados na Casa.
A ideia do PT é apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para convocar novas eleições. O texto só dependeria da aprovação do Senado para sair do papel. “A gente não pode esquecer que a situação do governo Dilma no Senado é mais favorável do que na Câmara”, afirma Issa, da Pulso Público.
Ainda restam dúvidas se o governo terá condições de salvar o mandato da petista. Tudo indica que o jogo ainda não acabou.
A Câmara dos Deputados aprovou, neste domingo (17/4), o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A Casa conseguiu os 342 votos necessários para que o processo fosse aprovado. A votação teve início por volta 17h45, após os parlamentares discursarem, e cantarem o Hino Nacional. Quem começou foi o deputado Washington Reis (PMDB-RJ), que estava com problemas de saúde. Depois, foi seguida a ordem pré-estabelecida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em que o voto era revezado entre os estados brasileiros. O voto decisivo foi do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). “Quanta honra o destino me reservou de poder da minha voz sair o grito de esperança de milhões de brasileiros. Sim pelo futuro”, afirmou.
Agora, o pedido segue para o Senado Federal, na segunda-feira (18) e, no dia seguinte, já deve ser lido em plenário. O Senado terá que formar uma comissão de 21 membros que discutirá a admissibilidade do processo. Para o impeachment ser aprovado, é preciso uma decisão da maioria simples, o equivale a 41 dos 81 senadores. Caso o parecer seja aprovado, Dilma fica afastada por até 180 dias para julgamento pelos supostos crimes de responsabilidade e Michel Temer assume como presidente interino.
Dilma Rousseff só será, de fato, impedida de continuar no cargo se, ao final da instrução do processo no Senado, ela for condenada em plenário pelo voto de, ao menos, 54 dos 81 senadores. Essa última sessão será comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) da época.
Acompanhamento da votação
Antes da votação da Câmara, manifestantes pró e contra o impeachment tomaram as ruas do país. Em Brasília, mais de 50 mil pessoas ocuparam a Esplanada dos Ministérios. Também houve atos no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Cascavel (PR), Porto Alegre.
Durante a votação na capital federal, os manifestantes acompanharam cada voto dos deputados em quatro telões na Esplanada dos Ministérios, vaiando e apoiando a cada “sim” ou “não” dito pelos políticos.
O Maranhão, quem diria, está tendo uma participação mais do que destacada no processo do Impeachment da presidente Dilma, que ocorrerá neste domingo, a partir das 14h da tarde. Na verdade, a sessão já começou desde a manhã da última sexta-feira (15), onde deputados governistas e de oposição usaram o plenário para fazer suas considerações.
O governador Flávio Dino, defensor ferrenho da presidente, é um dos grandes responsáveis pela “virada de jogo” ocorrida nas últimas 24h, onde conseguiu angariar mais votos contra o Impeachment. O Maranhão será o 16º Estado a votar, e os parlamentares maranhenses serão chamados por ordem alfabética.
Dezoito deputados federais maranhenses que fazem parte da nossa bancada em Brasília e que nos representam, ao que tudo indica, terão participação decisiva no processo. Atualmente, o jogo está, digamos, empatado: 9 contra e 9 a favor. Os deputados contra o Impeachment, são: Pedro Fernandes (PTB), Rubens Júnior (PCdoB), Zé Carlos (PT), Weverton Rocha (PDT), Júnior Marreca (PEN), João Marcelo (PMDB), José Reinaldo (PSB), Aluísio Mendes (PTN) e Waldir Maranhão (PP), este último, declarou apoio a Dilma nos 45° do segundo tempo, pois era aliadíssimo de Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal, atitude que o fez perder o comando estadual do PP no Maranhão.
Já os que apoiam o processo contra a presidente Dilma, são: Eliziane Gama (PPS), Hildo Rocha (PMDB), André Fufuca (PP), Juscelino Filho (DEM), Sarney Filho (PV), Alberto Filho (PMDB), Cléber Verde (PRB), Victor Mendes (PSD) e João Castelo (PSDB). Resta saber se alguém pró ou contra vai virar esse jogo de uma vez e ajudar (ou não) no processo.
Até agora, ainda não é possível fornecer um prognóstico de qual será o resultado dessa votação, uma vez que, principalmente na política, as coisas mudam como as nuvens, mas de uma coisa temos certeza: Até as 14h deste domingo, muitos ventos ainda vão soprar pela capital federal.
Aguardemos cenas do capítulo principal de hoje, que pode encerrar essa novela em definitivo, ou não!
Dando continuidade a série de entrevistas com os pré-candidatos à vereança nas eleições municipais de 2016, entrevistei o contador e blogueiro Neto Cruz, pré-candidato assumido a uma cadeira no legislativo municipal de Paço do Lumiar. Neto Cruz é conhecido no meio político, jovem inteligente, e sonha em poder trabalhar por dias melhores em sua cidade, que se encontra cada vez mais abandonada.
Leia abaixo a entrevista que o pré-candidato concedeu ao Blog da Cristiana França:
Quem é Neto Cruz?
Blogueiro e Contabilista, filho de Kátia Cilene Vieira e José de Ribamar da Cruz Filho, irmão de Karolline Cruz, pai de Nícolas Quéops Cruz e tio de Lindsay Lorena. Um jovem sonhador, trabalhador e cheio de ideais que vem conquistando seu espaço através da luta diária e da determinação.
Como pré-candidato à Vereador, quais as suas considerações para melhorar a cidade de Paço do Lumiar? Qual será sua bandeira?
São muitas as considerações, mas posso dizer que precisamos de legisladores que estejam comprometidos com a população de Paço do Lumiar e não vereadores que usam do plenário para resolver intrigas pessoais ou que lutem em causa própria. Não terei uma bandeira específica, mas estarei na luta em áreas como saúde, educação, infraestrutura e também pelo esporte amador luminense.
Ainda como pré-candidato, já começou os trabalhos de base? Como estão os apoios? E quanto aos pré-candidatos à Prefeito, já decidiu quem vai apoiar?
Meu trabalho vem sendo feito ao longo dos últimos anos, no que diz respeito ao assistencialismo. O meu apoio principal está vindo por parte da família, amigos e entusiastas de pré-campanha. Quanto a quem vou apoiar, estarei seguindo o partido ao qual me filiei, o Partido Progressista (PP).
Porque o jovem Neto Cruz é pré-candidato a Vereador de Paço do Lumiar?
O que me levou a pensar em me pré-candidatar, foi a ideia de RENOVAÇÃO no legislativo municipal, não sendo esse um pensamento só meu, como também da maioria dos luminenses. Amigos e familiares, vendo o meu desempenho como blogueiro, que sempre reclamava por melhorias no município, me perguntavam: “Por que você não entra na disputa para vereador? Isso foi começando a crescer dentro de mim, esse sentimento de poder fazer mais pela população do meu município. Após as eleições de 2012, na qual foi eleito meu deputado e padrinho político Wellington do Curso, essas conversas começaram a acontecer com mais freqüência, e chegamos à conclusão de que SIM, eu iria concorrer a uma cadeira no legislativo municipal de Paço do Lumiar nas eleições municipais de 2016.
E aproveito o espaço para falar que já estou contando com a aceitação de muitos em torno do meu nome, e sou muito grato por tudo isso.
Na manhã deste sábado (16), o deputado estadual Wellington do Curso (PP) denunciou fatos que evidenciam a falta de respeito para com o cidadão. A denúncia do parlamentar tem por fundamentação o fato de, diante da inércia da Gestão Municipal, os moradores do bairro Jardim Turu serem obrigados a realizar obras típicas do executivo.
“Cansada de tanto buraco e cratera, a população, que já é carente, decidiu se unir e arcar com as obras de recuperação de ruas e avenidas. Contrataram um Patrol, compraram 15 carradas de piçarra e deram um exemplo aos prefeitos que nada fazem. Poderíamos questionar: ‘Por que eles fizeram isso?’ Fizeram isso porque estão cansados de não saberem a quem recorrer: se à Prefeitura de São Luís, que já tem buraco como predicativo ou se à de São José de Ribamar, que apenas se omite das problemáticas.”, relatou o deputado.
Na ocasião, o deputado Wellington, que tem a participação popular como algo típico de sua atuação, posicionou-se ainda contra o fato de a população ser obrigada a pagar pela incompetência da Prefeitura. “Diante disso, o velho e vergonhoso ditado de que ‘quem paga é o povo’ é concretizado. E paga duas vezes: uma com seus impostos e, outra, pela obra em si. Temos aqui não apenas a postura negligente e omissa da Gestão Municipal, mas sim atos que evidenciam o ápice da falta de respeito pelo trabalhador maranhense!”, afirmou.
Abaixo, o vídeo que o parlamentar gravou durante sua passagem pelo local:
Depois de cancelar a visita aos movimentos sociais reunidos em ginásio em Brasília, a presidente da República, Dilma Rousseff, enviou uma carta garantindo que vai defender seu mandato até o último momento. No documento, lido pela secretária especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, a presidente afirmou que vai dialogar com todos os parlamentares que se mostram sensíveis à possibilidade de reprovar o pedido de afastamento.
Dilma alerta que a votação amanhã não coloca em jogo apenas um mandato de uma presidente eleita. “O que estará em jogo é o respeito às urnas e à vontade soberana do nosso povo. Estarão em jogo direitos e conquistas sociais que o Brasil alcançou nos últimos anos”, escreveu a governante. A presidente afirmou ainda que entende que, juntos, é possível “encontrar paz e a união necessárias”.
“Brasil e quase todos países estão vivendo dificuldades econômicas. (E) sei que o governo não atendeu todas reivindicações populares, mas tem condições de vencer a crise”, afirmou. A presidente argumentou que somente respeito à ordem democrática pode reassegurar reunificação social.
A presidente afirmou que “o impeachment é golpe” e reiterou que não cometeu crime nenhum de responsabilidade”. “Meu nome não aparece em nenhuma lista de recebimento de propina”, disse. Em razão disso, Dilma argumenta que “não é justo tentarem abreviar o mandato, o qual ela pretende “defender até último dia”.
“Estou confiante e convencida de que a democracia vencerá amanhã”, afirmou Dilma ao encerrar a carta.
O vice-presidente Michel Temer está reunido na manhã deste sábado (16/4) com o ex-ministro Eliseu Padilha e com o senador Romero Jucá (PMDB-RR).
Mais cedo, o vice-presidente disse que, caso ele assuma a presidência, programas sociais como o Bolsa Família serão mantidos.
“Leio hoje nos jornais as acusações de que acabarei com o Bolsa Família. Falso. Mentira rasteira. Manterei todos programas sociais”, escreveu em sua conta pessoal no Twitter, por volta das 7h30.
A reunião com Padilha e Jucá deve se estender por toda a manhã.