Dr Gutemberg alerta população sobre a Covid-19

Na última sexta-feira, 12, tive a oportunidade de um bate papo com o médico, vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de São Luís, Dr Gutemberg. Um dos políticos mais sérios e responsáveis do parlamento; estando já no seu 5º mandato consecutivo.

Entre os assuntos mais comentados na nossa conversa, claro, não poderia deixar de ser o maior problema que nós e o mundo estamos enfrentando atualmente: a pandemia, considerada uma guerra com um inimigo invisível.

Me chamou muito atenção a preocupação do Dr Gutemberg quanto às consequências negativas e trágicas da doença, principalmente, no Maranhão. Ele considera a pandemia do Covid 19, “o maior desafio enfrentado ao longo das nossas vidas” (…) Nós estamos enfrentando uma guerra de um inimigo absolutamente potente, que consegue se mutar frequentemente e nós não temos armas necessárias para combatê-lo”, lembrou o médico e vereador.

Quando o Dr Gutemberg fala em mutação do vírus, eis, ainda mais, a preocupação de toda a classe médica, especialistas e órgãos de saúde, por, geralmente, as novas variantes serem mais contagiosas e resistentes aos anticorpos. “Essa é a grande preocupação, a grande aflição que, pessoalmente, não só como médico, mas, também, como vereador, tenho enfrentado diariamente”, disse.

Mas o que fazer diante de uma realidade que parece insuficiente à força do inimigo? O que fazer se eu não posso parar, precisando trabalhar para o sustento da minha casa? O que fazer enquanto não temos vacinas suficientes para toda a população?
Eu posso esperar esperando ou espero confinada, inerte, isolada?
Eis as grandes perguntas da maioria das pessoas e as minhas também, confesso.
O que fazer? Qual o jeito certo de continuar vivendo?

Responsabilidade

Quando a gente conversa, ouve, troca vivências com pessoas mais experientes, mais cheias de coisas para compartilhar, acrescentar e, nesse caso, essa entrevista agigantadora com um médico, o que você chamava já de “assunto clichê, repetição”, volta a fazer sentido com muita força.

Enquanto não temos vacinação suficiente para todo mundo, a responsabilidade que precisamos ter conosco e com o outro é a resposta de todos os questionamentos acima. Nesse caso da pandemia, em que pesquisadores afirmam que estamos vivendo o pior momento da doença no país, se nós, de fato, não tivermos responsabilidade coletiva em prol da vida, dificilmente sairemos ilesos dessa.

“A gente vivencia hoje uma situação de caos, de extrema gravidade na saúde. Enquanto não temos vacina, precisamos lutar com as armas que a gente tem; as medidas restritivas, por exemplo, são necessárias, caso contrário, as filas de espera para internações em leitos de enfermaria e UTI vão continuar sem dar trégua e os hospitais públicos cada vez mais lotados” (…) Os esforços dos governos municipal e estadual precisam ser reconhecidos, sendo feito aquilo que é possível. Tentando abrir leitos, contratação de pessoal da área, mas se a falta de consciência das pessoas, a falta de isolamento, de distanciamento social e a clandestinidade continuar, vai chegar um momento que o próprio estado não vai ter mais capacidade para atender a demanda. Um momento em que os recursos não vão ser mais suficientes. Um momento onde as equipes de saúde não vão poder mais dar atenção, pois já vão estar, humanamente, exaustas e debilitadas”, alertou Dr Gutemberg.

Em tempo

Ainda na sexta-feira, dia da entrevista, São Luís registrava 95% de ocupação em todos os leitos.

Na avaliação médica e política de Dr Gutemberg, “se seguir esse caminho, 100% está bem aí na porta. Então, se não tomarmos as medidas restritivas, as pessoas vão continuar morrendo sentadas numa cadeira, com insuficiência respiratória, sem ter um leito de UTI para serem atendidas. A população tem que entender o momento de gravidade que estamos vivendo” (…) Mais de duas mil mortes no país em 24h e no Maranhão, 35 óbitos. Está morrendo aqui mais de uma pessoa por hora. Como a população não se sensibiliza com uma calamidade dessa”?

Em outras palavras, a nossa vida está dependendo da nossa consciência, responsabilidade e obediência coletiva.

Do Blog da Mônica Alves 

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